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Avaliação: Não avaliado | Publicado em: 30/06/2008
Softwares fast-food
Paulino Michelazzo Paulino Michelazzo é especialista em ferramentas de gestão de conteúdo e escritor técnico. Atualmente atende clientes nacionais e internacionais de vários segmentos pela sua empresa Fábrica Livre (www.fabricalivre.com.br) provendo soluções em Drupal, Mambo e Joomla!


- Estou precisando de um website...
- Ótimo, podemos fazê-lo. Gostaria de marcar uma reunião para fazermos o briefing do que precisa, conhecer alguns detalhes de design, tipo de hospedagem...
- Não, não, você não está entendendo, é para ontem!

Duvido e faço pouco que exista algum desenvolvedor que nunca tenha ouvido algo semelhante. De meu lado, esta é uma regra e não uma exceção e pelas conversas que tenho com parceiros e colegas, para eles também. Mas de onde vem esta euforia toda que mais se assemelha a um acasalamento de galo?

Muitos jogam a culpa na atual sociedade digital. Devido as facilidades de comunicação quase onipresentes, temos que nos adequar a esta política da velocidade. Para açucarar ainda mais o melado, está o corre-corre frenético das grandes cidades, as operações multitarefas como ver TV ao mesmo tempo que atende o celular e digita um e-mail, a pressão da China (antes eram os tigres asiáticos) e da Índia, a concorrência e todo o tipo de caos imaginável. Com tudo acontecendo ao mesmo tempo, clientes de todos os tamanhos acreditam piamente que quanto mais rápido melhor e deixam não somente as preliminares de lado mas também precisam arcar no futuro com uma escolha mal feita, tal qual aquela namorada chata que se arruma na balada.

Interessante ver que as grandes conquistas não são feitas a toque de caixa. Dias atrás reli o livro 100 dias entre o céu e o mar de Amyr Klink onde ele narra não somente sua travessia pelo Atlântico em um barco a remo, mas principalmente os anos de preparativos para a empreitada. Não é a toa que Klink é um dos melhores palestrantes brasileiros quando se deseja conhecer estratégia e pés no chão. Ele sabe o que faz e principalmente que tempo não é uma questão de dinheiro; é uma questão de coerência. O tempo que se ganha agora pode-se perder pouco depois.

Da mesma forma que seu feito, colocar um satélite em órbita, construir um navio ou ainda descobrir a cura de uma doença são atividades demoradas e que dependem não somente de investimento, mas principalmente de tempo. Um mísero jantar quando bem feito, demanda horas para ficar pronto. Mas, se está com pressa a solução é mesmo o fast-food.

No meio deste cenário o que resta ao desenvolvedor? Nada mais que pedir a Deus e/ou à outras entidades que consiga um cliente com visão diferenciada e passe ao largo destas sócio-mudanças de humor. Sem não for possível, que arrume as melhores ferramentas para enfrentar as feras sedentas por tempo. Como a primeira opção não anda muito fácil, vamos conhecer então algumas da segunda.
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