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Avaliação: | Publicado em: 19/10/2007
O novo motor da web


Há alguns dias precisei fazer a aquisição de uma passagem aérea partindo de São Paulo para o Oriente Médio. Sendo uma “pessoa da web”, nada mais lógico que usá-la para tal tarefa. Usando um conceituado site multinacional de viagens que opera no Brasil, consegui a reserva somente após vários telefonemas para o site, gastanto tempo e dinheiro que não precisava. Os erros? Muitos. Uma mesma busca com as mesmas variáveis retornava resultados diferentes, datas incorretas, trechos errados e cancelamentos não solicitados. Tudo isso sinalizava para mim um mau código criado por um mau desenvolvedor que no deslumbre da web 2.0 maciçamente usada no site, esqueceu do básico que seria a verificação de queries executadas em uma base de dados, ou seja, acredita este que o novo motorzão de tão moderno, não precisa nem de óleo.


Figura 1 - Vôo de ida


Figura 2 - Vôo de volta

O leitor atento vai achar estranho como podem dois vôos entre as mesmas cidades possuirem uma diferença tão grande de tempo de viagem (10 horas). Poderia ser por alguma escala no meio do caminho, mau tempo ou então vento contrário, mas nenhum destes “poréns” era correto. De tão estranho, comecei a procurar na Internet se o avião usado pela companhia tinha autonomia para 20 horas seguidas sem reabastecimento e descobri que não existe um único aparelho hoje capaz disso (exceto em condições excepcionais para quebras de recordes). Assim sendo, a conclusão foi óbvia: soma-se ou subtrai-se o número de horas entre a partida e chegada sem levar em conta os fusos horários. Um erro tolo mas que custou-me vários dólares em tempo e ligações, além de alguns milhares de reais da empresa que precisa manter um (ou vários) funcionários ao lado do telefone para sanar problemas com clientes que não podem acreditar no horário de chegada de um vôo para marcar outro pois, a cada momento, uma nova informação é fornecida.
E o motorzão 2.0 da web? Virou um 0.2 no velho e bom telefone.

Acelio Filho <acelio@floripasom.com>
O difícil é explicar isto pro cliente. Quero dizer, explicar é fácil, mas ele nunca entende.
O cliente só olha o layout e têm como referência, a "fábrica de fogos de artifício" do vizinho.
Quando recebo layouts de agências de publicidade sempre tenho que fazer aquela animação em flash na entrada e o famoso "entrar" ou "pular animação". Menus mirabolantes com fontes mirabolantes, fundos mirabolantes... Acho que estou ficando mirabolantemente mirabolado com isto...