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Avaliação: Não avaliado | Publicado em: 15/08/2007
Web 2.0 - Será que é para tanto?
Sidney Benetti trabalha há mais de seis anos com desenvolvimento para web. Atualmente dirige a b/Net Soluções Online.
Quando eu comecei a usar a Internet, lá no século passado, eu nem sabia direito o que era e-mail, mas tinha meus 15 Megabytes de espaço no Geocities. Eu poderia criar um site sobre qualquer tema, mas havia um problema: eu não sabia como. Naquela época, criar sites, criar conteúdo para internet era muito mais difícil. Havia uma divisão bem clara entre a "elite" que criava conteúdo e os meros mortais que o consumiam. Isso acontecia com as pessoas e com as empresas também. Então começaram a surgir, cada vez mais, novos programas e novas ferramentas para facilitar a publicação de conteúdo na rede. Vieram os Blogs e então aquelas pessoas com boas idéias tiveram a oportunidade de publicá-las na Internet sem muito esforço. Apareceram os Flogs, permitindo que as pessoas publiquem suas fotos para o mundo todo ver. Vieram as comunidades, onde as pessoas podem expressar sua opinião e buscar conselhos sobre um tema qualquer, além de encontrar outras pessoas com gostos parecidos. Nasceram o YouTube e seus descendentes, e agora qualquer pessoa pode ser diretor de cinema. Estes são apenas alguns exemplos, com certeza você conhece outros. As pessoas encontraram formas de "escapar" dos sites: Se alguém quer bater papo não precisa mais abrir o chat do provedor X ou do portal Y, é só abrir o MSN, Skype, Google Talk, etc. Se alguém deseja saber as últimas novidades, não é obrigado a abrir o site do jornal A ou do jornal B, basta abrir um leitor de RSS. Perceba quanto poder os meros mortais ganharam. O usuário não depende de ninguém e sabe que se gritar, ele será ouvido. As empresas perceberam que as pessoas querem ser ouvidas, querem se expressar, e os sites de comércio eletrônico passaram a permitir que os visitantes façam comentários e resenhas de seus produtos. Outras empresas criaram blogs corporativos, dando às pessoas a oportunidade de influenciar o destino de uma grande companhia. Essas mudanças vieram gradualmente e hoje, recursos deste tipo não são mais diferenciais, são parte obrigatória em qualquer projeto web. Criar conteúdo para a web sempre foi possível, mas agora é FÁCIL. Hoje, pessoas comuns, que não freqüentaram universidades no exterior, que não são diretores de multinacionais, podem se tornar autoridades em determinado assunto. Pessoas comuns, sem MBA e sem fluência em uma dúzia de idiomas, podem ser formadores de opinião extremamente influentes. Um exemplo de Web 2.0Acredito que o maior exemplo do que é a Web 2.0 que dá lucro são os sites de leilão virtual: Os usuários publicam e classificam os produtos, os usuários compram os produtos, os usuários combinam entre si a forma de pagamento, os usuários qualificam outros usuários, os usuários fazem perguntas sobre outros produtos e respondem as perguntas feitas em seus produtos. Olha só que fantástico: quase todo o conteúdo do site é gerado e administrado por usuários! Este exemplo também mostra como a mudança da Web 2.0 foi gradual: os sites de leilão virtual são bem mais antigos que o termo "Web 2.0". As definições a respeito da Web 2.0 ainda são mais vagas do que deveriam, mas não importa se é jogada de marketing ou se é revolução, o fato é que a mudança ocorreu. O usuário tem mais controle do que nunca. O que antes era diferencial, hoje é exigência. Com isso, nós (desenvolvedores e empresários) ficamos com duas escolhas: Aprendemos e aproveitamos à onda ou então assistimos a concorrência nos passar a perna. ![]() |
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