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Avaliação: | Publicado em: 13/02/2007
Qualidade de Software - Introdução
Alex Estevam Alex Estevam, 25 anos, se graduou como tecnólogo em webdesign pela UNIP e é pós-graduado em TI na mesma instituição. Geek declarado, sempre amou o mundo dos bits and bytes começando a carreira em Informática como estagiário da FEI em São Bernardo - SP onde reside, aos 14 anos. Atualmente trabalha como Analista de Testes de Software em uma grande multinacional onde já está há mais de 2 anos adquirindo uma sólida experiência em qualidade de software. Pretende seguir carreira nesta área e estudar disciplinas que permeiam este tipo de trabalho, contribuindo assim para a qualidade dos artigos publicados no Plugmasters.


Certa vez em uma palestra na FASP, perguntei à Vice-Presidente de programas executivos do Gartner no Brasil, Ione de Almeida Coco como ela avaliava o crescimento da área de testes em software no Brasil e não surpreso, foi respondido que ainda é muito incipiente. Considerando que o número de empresas com CMM ou CMMI reportados pela SEI no Brasil são de apenas 22, enquanto em outros países como a França já são 42, Índia com 140, China com 117, Japão com 131, República da Coréia com 50 e EUA com 500 empresas!

Para Ione e, também para muitos dos envolvidos com desenvolvimento de software, claramente não levamos qualidade de software a sério no Brasil.

Culturalmente, todos sabemos que o brasileiro em geral é muito empreendedor, mas também é muito do que os americanos costumam chamar de 'hands on', ou melhor conhecido como 'mão-na-massa'. Isso acontece principalmente na informática - faz, testa rapidinho e manda bala! Não é pejorativo, mas fica latente a carência de qualidade em software no desenvolvimento de sistemas brasileiros.

Evidentemente, a qualidade em software não se resume a testar sistemas e suas aplicações. Há mais coisas envolvidas como; métricas, metodologias (também aplicadas ao desenvolvimento), gerenciamento de projetos e ferramentas exclusivas de testes para automação, testes unitários, white e black box.

Esses jargões merecerão um artigo próprio logo em seguida a este e em breve. No mais, este artigo visa esclarecer e justificar qualidade de software como um investimento necessário em qualquer ciclo de vida de desenvolvimento de sistemas para pequenas, médias ou grandes empresas.

O Brasil, apesar de atrasado como mostramos acima, está amadurecendo bem esta idéia, já se justificou por exemplo, a chegada do BSTQB (Brazilian Software Testing Qualifications Board), braço 'brazuca' do ISQTB (International Software Quality Institute).

Segundo uma pesquisa da COMPUTERWORLD, publicada na Internet no dia 4 de maio do ano passado - 70% das empresas no Brasil adotam Beta Teste o que sugere uma antítese a este artigo. Contudo, se olharmos mais a fundo essa pesquisa; de 600 leitores que responderam à enquete, 36% dizem que testam mas não levam os testes à exaustão e concordam em dizer que isso poderia levar uma empresa à falência.
Este artigo é a parte 1 de 3 da seguinte série:

Marcelo Nogueira <marcelo@noginfo.com.br>
Alex,

É sim uma questão cultural. Acontece que ou se adota um modelo ou norma de qualidade ou aí sim que muitas empresas deixarão de existir. Se 65,1% das empresas são pequenas e médias no Brasil, imagine as dificuldades que termos para dissiminar isso ainda. Parabéns pela iniciativa e esta missão só terá sucesso com a evangelhização de toda a comunidade desenvolvedora.
Achei muito bom...gostaria de saber quando sai o segundo artigo?
Atenicio junior <atenicio@slalimentos.com.br>
Boa noite, gostaria de apenas Parabenizar este excelente Artigo tem me ajudado muito... Parabéns
Leonardo Steffen <steffencrespo2@hotmail.com>
Eu discordo do ponto em que dizes que o brasileiro é que "faz, testa rapidinho e manda bala". Trabalho em uma empresa de origem americana. Aqui qualificamos software desenvolvido por brasileiros e por americanos e posso afirmar que o programador brasileiro é de longe o que aplica mais esmero no seu trabalho em comparação com o americano. Eu diria que a possível fraqueza na qualidade do sofwr brasileiro estaria no estrangulamento das empresas (que são, na maioria, pequenas), que precisam agarrar projetos para sobreviver, virando noites para entregar, de modo que o tempo necessário para planejar e qualificar é utilizado por completo no desenvolvimento do projeto corrente ou de um novo projeto.